quarta-feira, 27 de setembro de 2017

ENTRE no Caxias da Paz

ENTRE no Caxias da Paz

Criado por um grupo de estudantes e artistas, ENTRE – espaço de arte e cultura tem por propósito movimentar uma rede diversificada de agentes culturais de Caxias do Sul e região, e também promover intercâmbios com artistas de outras localidades, propiciando um local de novas trocas subjetivas.
O local, situado próximo ao centro da cidade conta com atelier, espaço expositivo, hospedagem para artistas residentes, salas para cursos e oficinas.
Com o objetivo de oportunizar relações de aproximação entre produção e reflexão no campo da arte, o espaço ENTRE pretende colaborar com pessoas que buscam um caráter ordenador às suas produções intelectuais e práticas, disseminando estes saberes à comunidade.  

ENTRE é um espaço inclusivo que busca vitalizar as práticas criativas de forma conjuntiva com aqueles que queiram compartilhar e aperfeiçoar sua formação no campo artístico.

O Que é  Justiça Restaurativa 

A justiça Restaurativa representa uma nova forma de pensar e de agir com relação aos crimes e conflitos. No enfoque restaurativo, a preocupação está concentrada nos danos causados por uma infração às pessoas e aos atingidos, não apenas nas questões legais. Zehr (2008) postula que esse foco confere um lugar de protagonismo para as partes envolvidas e intervindo na raiz do problema. Por meio de “práticas restaurativas”, ocorrem encontros nos quais as pessoas diretamente envolvidas- suas famílias, amigos e comunidades – são chamadas para participar de dinâmicas que lhe assegurem a oportunidade de avaliar as causas e conseqüências do que ocorreu, ao tempo em que são construídas as alternativas, tanto para reparar os danos quanto para evitar que se repitam. Tais encontros são organizados por pessoas especialmente treinadas, para que os interessados tenham voz. 

Artistas, família e comunidade.

Realização de Círculos de Diálogo mensais com artistas, familiares e seus amigos, a se realizarem nas dependências do Coletivo ENTRE. Rua Visconde de Pelotas, 2460. Bairro Pio X – Caxias do Sul/RS

A prática da Justiça Restaurativa pode colaborar com a transformação cultural na direção da intensificação dos relacionamentos saudáveis e da pacificação. Esta mudança inicia-se com os trabalhadores das artes, visto que suas ações influenciam suas famílias, amigos e o público com o qual interagem.

Promover uma convivência saudável e fortalecer laços que tendem a se desgastar com o dia a dia. Ou promover encontros calorosos, num ambiente em que pulsa os sentimentos e expressões do ser humano.
Realizar sete (7) círculos de diálogo entre outubro de 2017 e maio de 2018 com artistas, familiares e amigos do Coletivo ENTRE;
Promover maior equilíbrio emocional nos artistas do Coletivo, repercutindo direta e indiretamente na família e na comunidade em geral.
Artistas, familiares, amigos e freqüentadores que realizam atividades artísticas e sociais no Coletivo ENTRE de Caxias do Sul.


1º Ciclo de Círculos de Diálogos no Coletivo ENTRE

Relacionamentos Saudáveis. Domingo. De  16 às 19 horas. Sala de Exposições do Coletivo.

Dia 08 de outubro de 2017 – Apresentando Círculo para outros Círculos.

Dia 12 de novembro de 2017 – Círculo Para Criar um Mundo Melhor.

Dia 10 de dezembro de 2017 – Círculo de Escolher uma Emoção.
 
Dia 11 de fevereiro de 2018 – Círculo para Lidar com as Perdas.

Dia 11 de março de 2018 – Círculo de Auto cuidado.

Dia 8 de abril de 2018 – Círculo de Construção de Equipe de Trabalho.

Dia 13 de maio de 2018 – Círculo de Viver Junto como Comunidade.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

ENTRE Residência Artística Teatro

ENTRE Residência Artística Teatro


Em setembro de 2017 o Teatro Experimental Revolucionário completa trinta (30) anos de existência. Iniciamos a celebração em setembro de 2016. Em outubro a Conferência Ilustrada visitou a Sala de Ensaio. No dia dez (10) de abril vamos iniciar uma residência artística no Coletivo ENTRE.     


Criado por um grupo de estudantes e artistas, ENTRE – espaço de arte e cultura tem por propósito movimentar uma rede diversificada de agentes culturais de Caxias do Sul e região, e também promover intercâmbios com artistas de outras localidades, propiciando um local de novas trocas subjetivas.
O local, situado próximo ao centro da cidade, conta com ateliês, espaço expositivo, hospedagem para artistas residentes, salas para cursos e oficinas.
Com o objetivo de oportunizar relações de aproximação entre produção e reflexão no campo da arte, o espaço ENTRE pretende colaborar com pessoas que buscam um caráter ordenador às suas produções intelectuais e práticas, disseminando estes saberes à comunidade.  
ENTRE é um espaço inclusivo que busca vitalizar as práticas criativas de forma conjuntiva com aqueles que queiram compartilhar e aperfeiçoar sua formação no campo artístico.

Entre Oficina Teatro é a nova residência artística de Jorge Valmini. Para um público de até vinte (20) participantes com duas (2) horas semanais encontros nas segundas das 19h às 21h. Por oito (8) meses de abril a novembro.  


A oficina

Todo ser humano é potencialmente criador, mas os aspectos culturais, os valores morais, as condições sócio-econômicas e as limitações psicológicas tendem a restringir consideravelmente a criatividade do individuo chegando mesmo a ponto de destruí-la por completo.
O comportamento criativo pode manifestar-se em cinco níveis distintos conforme classificação de Calvin Taylor:
Nível produtivo – onde é aumentada a técnica de execução, e as preocupações criativas situam-se na forma e no conteúdo.

Nível expressivo – relativo à descoberta de novas formas de expressar sentimentos, emoções e potenciais internos de comunicação com o meio.

Nível inventivo – descoberta de novas realidades, exigindo maleabilidade perceptiva e estabelecendo novas relações com o meio, tanto na ciência como na arte.

Nível inovativo – envolvendo modificações dos princípios básicos, tanto internos como externos.

Nível emergente – fusão de todos os níveis acima, pressupondo a criação de novos princípios e novas propostas de ação, completamente diversas das atuais.

O Método didático

A conseqüência do estímulo criativo no participante será o desenvolvimento de sua sensibilidade e a formação conjunta de todas as suas capacidades.

Ao mesmo tempo em que procuramos desenvolver e estimular uma capacidade criativa individual deve-se alimentar uma atitude coletiva de criação. A colaboração de vários indivíduos, apesar da diversidade de seus pontos de vista, faz da criatividade algo bastante significativo na erradicação definitiva dos conflitos entre os homens. A diversidade de conceitos e formas leva – ao invés de uma insensível incompatibilidade – ao respeito, reconhecimento e compreensão.

A aprendizagem do processo TC será feita seguindo três princípios básicos:

Conhecimento formal; Experiência prática; Consideração intelectual.

Esta escala de valores envolve e inclui a busca, a observação, a análise, a organização e o desenvolvimento, mas não necessariamente, um método “linear” (cartesiano) de raciocínio. Devemos dar oportunidade a todos os estímulos e desenvolvê-los globalmente, em seus aspectos instintivos, incidentais, acidentais, visuais, sensoriais, físicos e mentais.

Inscrições e mais informações:  
Rua Visconde de Pelotas, 2460. Fone 54 981 48 29 82 – Caxias do Sul

sábado, 17 de setembro de 2016

30 Anos de Teatro Experimental Revolucionário e a Conferência Ilustrada

Em setembro de 2017 completamos trinta (30) anos de existência. Iniciaremos a celebração em setembro de 2016. Serão 365 dias de comemoração. Apresentações, oficinas e muitas trocas vão embalar nossas ações: Visitas Artísticas. Visitar a arte. Com arte visitar amigos, lugares e luares. E que olhares se façam presentes!    
  
Teatro Experimental Revolucionário

Q u e m S o m o s

A construção do eterno efêmero. Mais uma década passou. Vários espetáculos montados. Metros de tecidos.  Quilômetros rodados. Dezenas de atores. Centenas de apresentações. Milhares de espectadores. Um só caminho? Em setembro de 1987 nascemos com a necessidade de experimentar diversas técnicas teatrais e revolucionar a nossa condição de artistas. Hoje mais do que ontem reafirmamos essa necessidade.
Sabemos que o diferencial básico do teatro, em relação às outras artes, é a presença física do ator no aqui e agora com o público.
Teatro é a magia do encontro. Teatro é a expressão real do que o homem vivencia no tempo e no espaço: na vida.
Cada um de nós tem de encarar a sua própria existência, de escrever, em atos e palavras seus sonhos no cotidiano, transformando-o. Quem nada percebe nada encena, apenas faz parte de outras peças que o cercam. Triste fim!


Germinamos na primavera e florescemos no verão com:
1988 – MOLEQUE DE RUA (Infanto-Juvenil)



1989 – CENAS DO COTIDIANO (Teatro de Rua)

1990 – A FESTA DO PEQUENO GRANDE SER (Infantil)


1991 – CIDADES (Adulto)


1993 – O CACHORRO MORTO, UMA ... (Adulto)


1994 – A REPÚBLICA DO CAVALO (Infanto-Juvenil)


1997 – NATURALMENTE (Adulto)

2000 – O AMOR NÃO TEM FRONTEIRAS (adulto)

2004 – JORVAL CONTA... (infanto-juvenil)

2007 – VILA DO SOSSEGO (Teatro de Rua)

2010 – CONFERÊNCIA ILUSTRADA 

CONFERÊNCIA ILUSTRADA
COM O DR. BRÁULIO PINTO DE CARVALHO CAUDURO

Conhecida e reconhecia personalidade internacional Dr. Bráulio Pinto de Carvalho Cauduro famoso antropólogo, paleontólogo e ufólogo, apresenta sua conferência ilustrada onde desmistifica o mito da sexualidade perdida.

II Jornada

Acompanhar os rios. No início era a necessidade de afirmar o discurso gestual e verbal: o ator. Estar próximo, sentir o calor da resposta era fundamental para ajustar a fala. Agora com o acúmulo da vivência pensamos o discurso espacial: o ambiente. Vamos dialogar: a arquitetura dos teatros e casas com as texturas e formas da montagem.    

 Dr. Bráulio 

Como falar de um tema “espinhoso”? (TABU) Penso. Pensa. Pensei! Naturalmente! Brincado. Oba! Brincar é bom!Com quem? Com amigos. Com coração. 

Alquimia Teatral

 A idéia: simples. O mínimo. Mínimo cenário. O mínino aqui é intenso. É a limpeza. A definição. O traço forte do gibi. A sombra do cinema. O gesto largo do circo. O texto rápido do embolador. Trovador. A imagem é pop. É um cartaz de vende-se. O anúncio da vitrine. Do outdoor. Da TV. É o exagero da definição. É o negrito. E o sublinhado. É tão intenso que é infantil.

Ficha Técnica

Texto: JORGE VALMINI Assistência de Direção: LUCIANA MONTEIRO Assistência de Produção: MARI SOARES OLIVEIRA Elenco: JORGE VALMINI Musico: VANDERSON DE LIMA: Iluminação: RALF MANCIO Figurino: ROSALVA BALDI

Novos movimentos e escavações para: NAVEGANTES

terça-feira, 31 de março de 2015

Lançamento do Livro Anotações de Viagem na 3 dimensão




INSTANTE
OLHAR
O ESPAÇO
PELA JANELA
A LUZ RADIANTE
VIAJA PELA DA COZINHA
ENCONTRA NA PIA A GOTA
A IDÉIA ATRAVESSA A ESPINHA
SE FOSSE PINTAR: DI CAVALCANTE
SE FOSSE ESCREVER UM POEMA DE DANTE
SE FOSSE O DIA CONGELAR? UM DIAMANTE!
SE FOSSE PRESENTE LEMBRAR? UM DIA AMANTE!
 
ATUO

TEATRO
TER ATO
SE ATO
ATOR
SER


A

ARQUITETURA

D

O

MOVIMENTO

 Exercício prático/teórico sobre a poesia corpórea na arte do ator. Contra a interpretação. A dês-construção do corpo e a construção do espaço. Saixac tem formas contundentes, agudas         

Semeando em todo lugar
Jejuar
Pensar
Esperar

Pode ser arte. Se produção deve ser um evento ESPETACULAR”. “Espetacular ESPETÁCULO”. Se só existe o agora. A vida pode ser arte. É esta A reflexão. A arte cavalheiresca do arqueiro zen que nunca li. O curso sistemático de METAFÍSICA do Aniceto Molinaro. A arte de viver da fé. Só não se sabe fé em que. A arte milenar (MIL MARés aNIL). A comédia dell’arte. Artes nas noites tardes do poeta. Arde sua alma. É preciso ser sempre reflexão.  É preciso sempre reflexo SÃO. É preciso reflexo som.



A Polenta é um alimento típico da culinária italiana, mas que tem amplo uso e aceitação em diversos países, como Argentina, Brasil, e Uruguai. Sua base é a farinha de milho.

História

Antes da chegada de imigrantes italianos, já se consumia no Brasil uma forma de polenta de milho denominada angu, que pode ter a consistência de uma polenta firme ou cremosa, mas que nunca era grelhado ou frito. Existe na Ilha da Madeira, um prato típico muito parecido, as papas de milho, que é consumido logo depois de cozido, a acompanhar peixe, ou então frito, a acompanhar a espetada madeirense de carne de vaca.
A polenta tem origem na região norte da Itália. Constituía a base alimentar (o prato mais consumido) da população e dos legionários romanos. Era feita principalmente de farinha de aveia, mas podiam ser utilizadas farinhas de outros cereais como o trigo.

Os textos acima são fragmentos do Livro Anotações de viagem na 3ª dimensão ou a Saga do Herói Polenteiro que será lançado no dia 8 de junho às 19h na Biblioteca Memória de Gari.   

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Teatro Poéticas e o Tao do Corpo



O TAO DO CORPO

            O homem deste fim de século caminha rumo à sua essência, resgatando verdades simples e universais como a harmonização com a vida através do respeito a todos os seres vivos e a si próprio, é o despertar de uma consciência da Unidade, para compreender que tudo está ligado, pulsando no ritmo da sincronia universal.
            A dualidade cartesiana dá lugar à Unidade, ao entendimento de que não existe a energia do Bem e do Mal com seus desmembramentos, mas sim Energia Una, Toda, Total, Indivisível, porém Mutável. A constante mutação desta Energia Única gera movimento, que gera vida, em todas as suas formas e facetas.
O Tao, na concepção chinesa é o próprio movimento da vida – “O desenho do Caos Maravilhoso e do caminho, o trajeto do nascimento, crescimento, amadurecimento, decrepitude, morte, vazio recomeço perpétuo, alternância de Yin e Yang” (Tao the King, livro milenar de sabedoria chinesa).
  
O Tao do Corpo

Seguindo a trilha do pensamento da Unidade, somos levados a pensar no corpo como uma entidade composta de matéria, sentimentos, sensações e alma, que devem ser trabalhados em todos estes aspectos que o envolvem; um treinamento corporal somente físico gera “Rambos”, corpos trabalhados somente no exterior, porém afastados de ser interno. Os treinamentos excessivamente teóricos e psicológicos por sua vez geram mentes enormes, sem um alicerce físico que as sustentem.
O trabalho no corpo deve ampliar o potencial humano de um ser como um todo; sua forma física, sua beleza estética e interior, seu potencial criativo, orgânico, sua capacidade de amar e de iluminar-se. Em última análise, devemos aprender as leis que regem o Tao universal, as mesmas leis do Tao do Corpo, porque somos uns Microcosmos que funciona igual ao Macrocosmo no qual estamos inseridos.
 Deus é Musculatura

Kasuo Ohno, mestre da dança Butoh japonesa diz que nosso corpo é composto de 5 musculaturas, que devem ser conscientizadas e trabalhadas. Cada musculatura tem suas regras e leis próprias, embora se interdependam.

1a Musculatura – É o corpo físico propriamente dito, o corpo que pode ser visto, tocado, o limiar entre o nosso interior e o nosso exterior.

2a Musculatura – É o corpo físico da pele para dentro; nossos órgãos, sangue, células, e todos os movimentos que se processam no interior físico de nosso corpo.

3a Musculatura – É uma musculatura abstrata; é o corpo emocional, psíquico, vibratório, mental, sensível, mediúnico.

4a Musculatura – É a energia que contém o Tudo, a força da vida que circula em nós e que nos mantém vivos. É a musculatura Essencial.

5a Musculatura – É a musculatura de contato, é o outro, o mundo que nos cerca, o meio ambiente, a sociedade, a troca.

O processo de trabalho do corpo deve começar, portanto pela quarta musculatura, para contatar com aquela energia essencial, divina, que reina no interior de cada um de nós. Este trabalho é chamado meditação.


10 mandamentos básicos para a boa postura e alinhamento

1o – Ser vazio interiormente, e elevar a força do “Tantien” ao cocuruto da cabeça.
O Tantien é o ponto de força que sustenta nossa estrutura física, e que deve ser forte e ativado. Situa-se três dedos abaixo do umbigo, numa linha reta. A cada inspiração, pressione o Tantien para dentro de você, repetidamente. Este exercício deve ser feito sempre que você estiver sem energia.
O ar é bombeado do ponto Tantien, e sobe passando pelo umbigo que deve estar todo aberto como um sol; se alguma parte do umbigo estiver fechada, ou colada é sinal de que você esta sentado em sua cintura. Abra o umbigo todo, para isso você terá que subir seu corpo para cima, e se deslocar na cintura. Sinta a força que lhe puxa para cima a partir do Tantien, e outra que crava seus pés no chão, dando apoio para a subida.
2o – “Encolher ligeiramente o peito, esticando as costas por trás. O cocuruto da cabeça deve estar paralelo ao céu”. Sinta as costas, normalmente a tensão faz dois montes em torno da coluna vertebral. Inspire e mande ar para os montes das costas, apague-os, cresça por trás, deixe o pescoço ereto; o cocuruto quer o céu.
3o – Afrouxar a cintura – gire repetidamente seu corpo de um lado para o outro, sem travar o movimento. Sinta que seu corpo pode dobrar e girar.
4o – Distinguir cheio de vazio – esta é uma lei muito importante a ser observada em nosso cotidiano. É a transferência total do peso do corpo de um pé para o outro a cada passo. Observe seu caminhar e transfira seu peso todo a cada passo. Não deixe parte de seu peso na perna de trás quando o movimento de impulso é com a perna da frente.
5o – “Baixar os ombros, deixar cair os cotovelos”.
Quando o ponto Tantien não é forte o suficiente, a tensão sobe para os ombros e pescoço. Inconscientemente, tentamos manter a postura ereta colocando força na parte superior do corpo, quando na verdade, o movimento é exatamente o oposto. Os chineses dizem que “o corpo é ferro sob algodão”. A parte inferior, região visceral deve ser o alicerce de ferro, e da cintura para cima devemos ser leves e fluidos como o algodão.
6o – “Em lugar de força muscular, usar sabedoria para comandar os movimentos”. Esta frase é bastante abstrata, mas fala de uma atitude interna que devemos desenvolver em nós. Esta atitude começa na apreensão das regras corporais, e na vigilância cotidiana desta postura harmônica. Não adianta ficar ereto somente quando fazemos exercícios. Esta consciência deve ser constante em nosso cotidiano para que haja uma mudança real em nossas atitudes corporais. Jesus Cristo dizia “orai e vigiai” em referência a esta atitude interior de “serenidade com atenção”, a atitude do guerreiro marcial, do sábio, do homem consciente.
7o – “Ligar Alto e Baixo” – os pés movem-se juntos com as mãos e os olhos, à parte de cima do corpo movem-se junto com a de baixo. A tensão social, o pensamento facetado, a separação corpo mente espírito nos levou a ter atitudes corporais também divididas. É necessário imprimir fisicamente este conceito de Unidade, para estarmos inteiros também no corpo. Muitas vezes olhamos só com os olhos para uma direção, enquanto que nossos joelhos e pernas vão à direção oposta, nossa mente divaga em outra situação que não é aquela que estamos vivendo, e assim nos tornamos um circo louco de impulsos desconexos.
Estar aqui e agora totalmente, com todas as partes do ser e do corpo. Se olho para o lado, todo o meu ser olha para o lado, e assim por diante. Procurar levar todo o corpo em cada ação física que desempenhamos.
8o – “Unir interior e exterior – abertura e fechamento dos pés e mãos correspondem à abertura e fechamento do espírito”.
Corpos fechados correspondem a espíritos fechados. Quando existe o trabalho interior de fluir com vida, ser maleável e aberto interiormente, automaticamente esta atitude começa a se imprimir no corpo físico, de dentro para fora.
9o – “Ligar movimentos sem interrupção” – novamente uma atitude de fluidez, não viver “aos trancos e barrancos”, mas soltar-se e transformar-se de acordo com as situações que a vida nos apresentar; ser macio.
10o – “Manter a calma interna durante o movimento”.
Ao praticar exercícios físicos devemos se capazes de reter o calor interno que o exercício provoca, acalmando os batimentos cardíacos para que não ocorra stress muscular.

Maria Pia
Coreógrafa e terapeuta corporal
Extraído de Cadernos de Teatro 131

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Elis Regina o Teatro Municpal e o Cio da Terra


ELIS REGINA o TEATRO MUNICIPAL e o CIO DA TERRA
 
Partilhar. Ouvir estórias, contar histórias. Tempo e memória. Verão de 1982 novas esperanças. Minha primeira Carteira Profissional Nº: 40907 Série 00002 RS, foi expedida em 13 de dezembro de 1979. Será assinada em 82. Entre 79 e 82 estive: servente de pedreiro, carpinteiro, marceneiro, funileiro, ourives, pintor e chapa. 82. Janeiro é quente e seco.
Surpresa com a morte de Elis Regina no dia 19. Nos dias seguintes ela é pauta das conversas e grava-se em mim a expressão “morte por overdose”. Eu vivo preciso comer. Conseguir emprego sem experiência é muito difícil. Para melhorar as chances volto a estudar de manhã para fazer curso de datilografia e letrista no SENAC. Depois de dois anos estudante do noturno há um estranhamento com os colegas e hábitos diurnos. Março continua quente e seco. De repente, Califórnia toca. Todos cantam. As aulas iniciam sem alguns professores que deixam as salas de aula em busca de melhores salários na indústria. Outros aderem à greve. É final do governo de José Augusto Amaral de Souza. Ano de eleições diretas depois dos governos militares.
“As digitais do pequeno Governo Amaralzinho (1,58 de altura) se percebem com a aparição do inquieto CPERS, o Centro de Professores do Estado, que ocupou a praça da Matriz e infernizou a vida do governador ao longo de 13 dias de uma greve barulhenta pelo piso de 2,5 salários mínimos. A partir de Amaralzinho, nenhum governador mais pode festejar o silêncio do CPERS. Amaral também deixou o governo endividado, com um aumento de 79,1% no rombo das contas públicas, obrigando o Estado a buscar recursos no Banrisul e no BRDE para cobrir o déficit operacional.”

Em abril refresca. Chove. Começa a Guerra das Mal

A Festa do pequeno grande ser

  A Festa do pequeno grande ser Estreou em 14 de janeiro de 1990                Elenco na estreia: Alceu H. Homem, Leonilda Baldi, Jenic...